O que o preceito provoca no médium? Uma Opinião Pessoal
Talvez seja exatamente aqui que muitas pessoas descubram o verdadeiro sentido do preceito.
Podemos viver em um ritmo muito acelerado que percebemos como “normal” e, dessa maneira, tornou-se habitual. Dormimos pouco, comemos sem perceber, pegamos o celular sem pensar, respondemos antes de ouvir, buscamos distrações para aliviar o peso do dia e repetimos tudo isso tantas vezes que deixamos de perceber quanto essas escolhas moldam nossa maneira de viver.
O preceito interrompe esse movimento por alguns dias. Não para negar nossa humanidade, mas para nos devolver a oportunidade de observá-la e escolher, conscientemente, a manutenção dessa observação e a possível oportunidade de reflexão.
Só percebemos o quanto estamos acelerados quando escolhemos desacelerar.
Só percebemos o quanto um hábito nos domina quando tentamos ficar sem ele.
Só percebemos o quanto reagimos automaticamente quando escolhemos responder de maneira diferente – sem impulso, mas com reflexão.
Essa é uma das contribuições mais profundas do preceito. Ele nos devolve presença.
E presença não significa viver distante do mundo. Significa estar consciente da forma como participamos dele – por escolha e não de maneira involuntária.
Essa é a razão pela qual banhos, velas, orações e todas as demais práticas só encontram seu verdadeiro sentido quando caminham junto com a intenção do médium. Isso não significa que sejam apenas simbólicos: dentro de seus fundamentos, possuem funções próprias na preparação espiritual e energética.
O banho não substitui comportamento.
A vela não substitui disciplina.
A oração não substitui responsabilidade.
Tudo isso auxilia, mas nada disso decide pelo médium.
É ele quem escolhe colaborar com a preparação que está vivendo.
Já parou e pensou como ela ocorre?

